O queijo é um produto natural vivo, que matura continuamente a partir do dia de sua produção. Gosta de ambientes frescos e de temperaturas constantes, sem oscilações. A sua gordura é fotossensível, pois a ação da luz pode mudar o seu sabor. Por essa razão, deve sempre estar preservado da luz intensa direta.

Dado que a maioria das casas hoje em dia não dispõe de uma despensa ou adega climatizada, na falta desse ambiente ideal, o queijo deve ser guardado na geladeira. Mas, para desfrutar de todo o seu aroma e sabor, ele deve ser retirado da geladeira pelo menos uma hora antes do consumo. A umidade no armazenamento pode influenciar na qualidade do queijo, assim como as temperaturas instáveis. As oscilações de temperatura provocam umedecimento na superfície. Com o calor excessivo, o queijo matura rápido demais. Temperaturas muito altas proporcionam formação de mais bactérias indesejáveis e o queijo também pode adquirir um sabor mais amargo. Apesar de tudo isso, uma temperatura muito baixa também pode azedar o sabor do queijo. Durante o armazenamento, ele deve estar protegido para evitar o ressecamento.
O ideal para a maturação do queijo é mantê-lo com uma umidade entre 75% e 90%. Na geladeira, o melhor lugar é a gaveta para guardar verduras, pois a temperatura não é tão fria e a umidade é mais alta. Com armazenamento à temperatura entre 3ºC e 9ºC, o queijo adquire o ponto máximo de maturação no final do prazo de validade determinado pelo produtor.
Em armazenamento muito frio, o processo de maturação é interrompido. Caso o queijo fiquei por muito tempo dentro da geladeira, é possível que alguns fungos se desenvolvam na parte externa, inclusive na massa comestível. Para
fazer a higienização dele antes de consumi-lo, basta eliminar os fungos indesejáveis na parte da massa comestível e seguir consumindo o queijo.

Fonte: Queijos brasileiros à mesa, com cachaça, vinho e cerveja. Bruno Cabral & Manoel
Beato